Novo CFO sinaliza ambição disciplinada para a próxima fase de crescimento do Nubank
Rob Livingston e David Vélez discutem como parte do playbook que trouxe o Nu até aqui também impulsionará o futuro da companhia
ago 6 , 2026
São Paulo, 6 de agosto de 2026 — O Nubank, maior banco digital da América Latina, lançou um novo episódio do Nu Videocast, apresentando seu novo Chief Financial Officer, Rob Livingston, em sua primeira entrevista pública com o Fundador e CEO Global David Vélez. A mensagem é de continuidade: a mesma disciplina de crédito e o playbook de crescimento que trouxeram o Nu até aqui serão levados para a próxima fase de expansão.
Por que o Nu e por que Rob
Livingston chega ao Nu com um histórico de construção em escala: 18 anos na Capital One, a maior parte deles em crédito, e 12 anos na Visa em gerência geral e finanças, até a posição de CFO da América do Norte, sua maior unidade de negócios.
Ao longo do caminho, ele construiu a operação da Capital One no Canadá e estruturou o negócio doméstico da Visa na China do zero. Ele conta que admirava a história de crescimento do Nu desde seus anos na Visa. Agora, junta-se a uma empresa que já atende a mais de 135 milhões de clientes, com veia internacional desde seus primeiros funcionários.
“Buscamos pessoas que já operaram nessa mesma escala que estamos começando a atingir, mas que também tenham uma veia empreendedora dentro das organizações e tenham trabalhado em vários países”, disse David Vélez, fundador e CEO do Nubank.
“A primeira prioridade aqui é a continuidade. O Nu tem sido uma grande história de sucesso há 13 anos e não há necessidade de mudar o rumo neste momento. Meu mandato é continuar essa história, mas também nos preparar para os próximos estágios de nosso crescimento”, afirmou Rob Livingston, CFO do Nubank.
Um modelo de crédito construído para qualquer ciclo
No Nu, as decisões de crédito integram receita e risco e passam por três linhas de defesa, e cada decisão deve permanecer lucrativa mesmo que as perdas dobrem. Assim, crescimento nunca é um botão que um CFO ou CEO possa simplesmente apertar.
Em vez de tentar prever o mercado, o Nu subscreve com “viés pessimista” proposital, diz Vélez, assumindo que o futuro será pior do que o passado. Essa abordagem se manteve intacta mesmo ao longo de quatro ciclos de crédito brasileiros nos primeiros 12 anos de Nubank, incluindo a recessão mais profunda do país recentemente.
A inteligência artificial está aprimorando essa vantagem em vez de afrouxá-la: os modelos fundacionais proprietários nuFormer da empresa permitem que o Nu estenda mais crédito com a mesma perda esperada, ou o mesmo crédito com uma perda menor, e reduziram o desenvolvimento de modelos de cerca de três meses para cerca de sete dias, com um humano ainda revisando cada resultado.
“Enquanto os EUA passam por um único ciclo, vemos vários no Brasil. As empresas de serviços financeiros precisam ser antifrágeis: precisam ter um modelo de negócio lucrativo em cada ciclo, com inflação alta ou baixa, taxas de juros altas ou baixas. É exatamente isso que demonstramos ao longo de 13 anos”, disse Vélez.
Um caminho disciplinado para a expansão
Sobre a expansão além da América Latina, a mensagem de Livingston foi de disciplina acima da ambição. Os Estados Unidos são o maior mercado de serviços financeiros do mundo, e o Nu não precisa de uma grande fatia para que ele seja relevante.
A empresa se comprometeu a gastar no máximo 100 pontos-base de seu índice de eficiência na entrada nos EUA ao longo de dois anos, tratando esse período como fundamental à medida que constrói a marca, testa a adequação do produto ao mercado e refina sua concessão de crédito na plataforma tecnológica multipáis. Com a aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency para estabelecer um banco nacional, esperada em 18 meses, o Nu enquadra a mudança como uma aposta controlada.
“Alcançar 5 ou 10 milhões de clientes nos EUA seria tão grande quanto abrir mercado em outro país para o Nu. Mas estamos fazendo uma aposta controlada. Ainda não estamos colocando todas as nossas fichas na mesa. Esses próximos anos são fundamentais”, disse Livingston.
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