Nubank chega aos 13 anos como uma das instituições financeiras mais influentes do mundo
De uma frustração pessoal do fundador e CEO David Vélez ao tentar abrir uma conta no Brasil, nasceu a instituição que hoje atende 135 milhões de clientes na América Latina
maio 19 , 2026
São Paulo, 19 de maio de 2026 — Em 2012, um colombiano recém-chegado ao Brasil passou meses tentando abrir uma conta bancária. Encarou filas, exigências burocráticas, taxas que ninguém sabia explicar. Onde a maioria via um inconveniente comum, David Vélez viu uma anomalia. A resposta dele foi fundar o Nubank, em maio de 2013.
Treze anos depois, a empresa que começou como uma convicção em um novo modelo digital acaba de cruzar a marca de 135 milhões de clientes: 115 milhões no Brasil, 15 milhões no México e cerca de 5 milhões na Colômbia. Só no primeiro trimestre de 2026, foram 4 milhões de novos clientes.
“Em apenas 13 anos, atingimos uma escala que menos de mil empresas no mundo têm: uma receita anualizada de US$ 20 bilhões”, diz Vélez, fundador e CEO. “E o mais incrível é o quanto de crescimento ainda temos pela frente. Mesmo aumentando nossa fatia de mercado e lucratividade trimestre após trimestre, temos apenas cerca de 7% do lucro bruto do mercado financeiro brasileiro e menos de 1% do mexicano. Ainda estamos nos primeiros minutos do primeiro tempo do que o Nu pode atingir.”
Os dados são corroborados por reconhecimentos globais. A TIME classifica o Nubank entre as empresas de finanças mais influentes do mundo. A Brand Finance posiciona a marca Nu como a quarta marca financeira mais forte do planeta, a primeira entre neobancos. E a Forbes coloca o Nubank no topo do ranking World’s Best Banks no Brasil pelo oitavo ano consecutivo e, no México, pelo quinto.
A tese: um fundador, dois sócios e um cartão roxo
Vélez não construiu o Nubank sozinho, e foi disciplinado em reconhecer onde precisava de complemento. Convidou Cristina Junqueira, que trouxe domínio do sistema bancário brasileiro, obsessão por experiência do cliente e instinto de marca, e Edward Wible, que trouxe a engenharia capaz de sustentar o que se tornaria uma das maiores plataformas financeiras digitais do mundo. Em 2014, os três lançaram um produto que ainda hoje sintetiza a tese da empresa: um cartão de crédito roxo, sem anuidade, gerenciado por um aplicativo. Dois anos depois, o primeiro milhão de clientes. Em dez, os primeiros 100 milhões. Aos 13 anos, um portfólio completo de produtos em três países, e os próximos mercados já em vista.
O próximo capítulo: licença bancária nos EUA e no México
Em janeiro de 2026, o Nubank recebeu aprovação condicional para operar como banco nacional nos Estados Unidos. No México, a empresa se prepara para iniciar suas operações como banco após a aprovação do regulador local, e a operação mexicana já atingiu breakeven no primeiro trimestre de 2026, mais rápido do que a brasileira chegou ao mesmo marco.
Compromisso com o Brasil
No país onde mais de 60% da população adulta já é cliente, o Nubank anunciou R$ 45 bilhões em investimentos em 2026, volume que praticamente dobrou em dois anos. Os recursos vão para quatro frentes: plataformas e modelos de crédito com inteligência artificial; novos produtos; expansão de times e escritórios; e reforço da base de capital.
Cultura, esporte e cotidiano
Para além dos serviços financeiros, o Nu vem investindo em áreas de interesse dos clientes. Entre os exemplos mais recentes estão as parcerias com a Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team e com o Inter Miami FC, incluindo os naming rights do Nu Stadium, o novo estádio do time.
No Brasil, destacam-se o acordo de naming rights do Nubank Parque, em São Paulo, uma das principais arenas de eventos da América Latina, e a reabertura do NuCine Copan, também na capital paulista, em um dos edifícios mais emblemáticos da cidade.
São iniciativas que reforçam a conexão do Nu com o cotidiano dos brasileiros por meio da cultura, do entretenimento e de experiências presenciais.
Escala e impacto
O impacto do Nubank também se reflete na ampliação do acesso a serviços financeiros na América Latina. Em pouco mais de uma década, cerca de 37 milhões de pessoas ingressaram no mercado financeiro formal pelo Nubank: 31,5 milhões no Brasil, 4,7 milhões no México e quase 1 milhão na Colômbia.Para muitos, o Nu foi também a porta de entrada no crédito para mais de 28 milhões de pessoas que tiveram o primeiro cartão com a instituição: 8,4 milhões no Brasil, 9,3 milhões no México e quase 1 milhão na Colômbia.
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