Uma viagem de dez anos – Por David Vélez
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set 25 , 2023
Enquanto me preparo para mais uma viagem à Colômbia, sinto-me emocionado e orgulhoso ao refletir sobre esses primeiros dez anos do Nu e como crescemos localmente. Mesmo tendo deixado o meu país quando jovem, carrego com orgulho e nostalgia as minhas raízes: a bandeja paisa, a salsa, o vallenato e todos os sabores e cores que experimentei lá. Sempre é revigorante voltar.
Em 2021, pude realizar o sonho de levar o Nu para a Colômbia. Em dois anos de operações, avançamos bastante. Aprendemos com os erros e acertos do Brasil e do México. Chegamos preparados para adaptar nosso modelo de negócios ao mercado local e, acima de tudo, à cultura, da qual tenho um orgulho imenso.
Uma coisa que não muda, independentemente do país, é que nossa operação digital, eficiente e escalável nos permite oferecer um melhor produto aos nossos clientes, sem cobranças ocultas ou taxas de administração, ajudando-os a otimizar ainda mais seu dinheiro. Uma informação que me emociona é que permitimos aos clientes na Colômbia economizarem 246 bilhões de pesos colombianos (~US$ 63 milhões) em taxas de administração. Fomos, ainda, o primeiro cartão de crédito para 30% deles. Ver esse impacto no meu país de origem é, sem dúvida, gratificante.
Para mim, essa história começou muito cedo. Em ambos os lados da minha família, tive exemplos de empreendedores e via nesse caminho também o meu próprio. Foi assim que, depois de mais de uma década trabalhando em bancos e fundos de investimento nos Estados Unidos e na América Latina, decidi embarcar por conta própria nesse setor.
E assim, há 10 anos, em maio de 2013, juntei-me aos meus sócios Cristina Junqueira e Edward Wible para fundar uma startup que desafiasse o convencional e oferecesse novas perspectivas em serviços financeiros na América Latina.
A ideia parecia absurda para muitos especialistas. Criar um novo banco no Brasil sem estar ligado a um grande grupo econômico, completamente digital e com o objetivo de eliminar completamente a burocracia desse sistema parecia impossível. Mas o nosso Roxinho, como chamamos o nosso cartão de crédito, viralizou e logo conseguimos construir uma carteira diversificada e expandir para mais países.
Em 2019 lançamos nossa operação no México. E, em 2021, na Colômbia. Voltei ao meu país, agora ao lado de dez Nubankers. Assim como no Brasil e no México, enfrentamos um setor com alta concentração e altas taxas para produtos simples e um público pouquíssimo satisfeito.
Já contamos com mais de 700 mil clientes. Somos o emissor de cartões de crédito que mais cresce no mercado. Para 30% dos clientes, a Moradita (como chamamos nosso cartão lá) é o primeiro cartão de crédito ao qual tiveram acesso na vida. Um estudo da Mastercard mostrou que, entre 2020 e 2023, o número de latino-americanos sem contas bancárias diminuiu de 45% para 21%. A digitalização na região cresce exponencialmente e estamos orgulhosos de usar essa ferramenta para promover cada vez mais o acesso.
Ainda estamos no nosso primeiro minuto na Colômbia e em breve poderemos continuar a aumentar nosso portfólio. Com a experiência que já adquirimos no Brasil e no México, ainda temos muito espaço para expandir em número de clientes e carteira, e ajudar cada vez mais a desburocratizar a vida dos colombianos de maneira estratégica e segura.
David Vélez, fundador e CEO do Nu
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